1. Comece pela referência de mercado
Antes de definir o preço, veja quanto a mesma carta está sendo vendida. No Brasil, as referências mais usadas pelas lojas são a Liga (de cada jogo) e a MYP Cards; para cartas importadas, muita gente olha também o TCGplayer, convertendo a moeda.
Dicas:
- compare a mesma versão (idioma, condição e acabamento), não só o nome da carta;
- olhe o preço de quem tem a carta em estoque, não só o menor preço anunciado;
- cartas que acabaram de sair ou entraram no meta mudam rápido: revise com mais frequência.
2. Ajuste pela versão da carta
| Fator | Como costuma afetar o preço |
|---|---|
| Condição | NM vale mais; SP, MP e HP recebem desconto crescente |
| Idioma | depende do jogo e da carta; em muitos casos, inglês e japonês têm preço diferente do português |
| Acabamento | foil, holo e reverse costumam valer mais que a versão normal |
| Edição/impressão | primeira impressão e versões promocionais podem mudar muito o valor |
Cada loja define a própria escala de desconto por condição. O importante é usar sempre a mesma, e deixá-la visível para o cliente.
3. Saiba o custo de cada carta
Margem só existe se você souber o custo. Carta de booster aberto, de compra de coleção e de troca têm custos diferentes. Registre o custo de cada versão quando ela entra no estoque.
4. Defina a estratégia por faixa de carta
- Cartas baratas (bulk): preço simples e por lote, para girar.
- Staples e cartas de torneio: perto do mercado; é o que traz jogador para a loja.
- Cartas de coleção e de alto valor: confira a condição com cuidado e revise o preço com frequência.
5. Troca com deságio
Na troca, a loja paga menos que o preço de venda: esse desconto é o deságio. Defina um percentual fixo e diga ao cliente se o valor vira crédito na loja ou dinheiro. Crédito costuma ter deságio menor, porque fica na loja.
6. Revise o preço com rotina
Escolha um dia da semana para revisar as cartas mais caras e as que mais vendem. E tire do anúncio on-line o que acabou na loja, para não vender o que não tem.



